27 julho 2010

DEUS SE INTERESSA POR FUTEBOL?

     Foi essa a pergunta que ficou na minha cabeça, logo após a oração que fiz a Deus, em favor da Seleção Brasileira, o que, tendo em vista o lamentável desfecho, não ajudou muito.

     Caminhando para o fim do jogo (Brasil X Holanda), eu, desesperado, fui ao meu quarto e fiz uma inusitada oração: “- Deus, eu não sei se o Senhor se importa ou se interessa por futebol, mas ajuda a Seleção Brasileira!”. Bem, como já sabemos, a minha oração (e a de 190 milhões de brasileiros) não foi atendida, e isso nos leva a concluir que Deus não se interessa por futebol.
  
     Mas, porque Deus não se interessa por futebol? Isaías, o profeta, tem a resposta: “Eu sou o Senhor, este é o Meu nome! A minha glória a outro não darei, nem o meu louvor aos ídolos.” (Is. 42.8). Digo que Deus não se interessa por futebol, porque Ele não se interessa por nada que, para nós, seja mais fascinante, intenso e deslumbrante que a Sua glória, e esta é a razão pela qual Deus odeia a maioria das coisas que nós adoramos: Porque Ele não divide a glória que é Dele (Is. 42.8). Sendo assim, o futebol (e qualquer outra coisa que nos desperte mais atenção do que Ele), para Deus, é um vilão, senão vejamos:
Existem pais tão fanáticos por futebol, que obrigam seus filhos a torcerem e vestirem a camisa do “timão”, mesmo que a vontade da criança não seja aquela; contudo, na vida cristã, raramente veremos pais que orientam seus filhos à oração e à devoção diária. Outro exemplo é que, no colégio, na faculdade ou no trabalho, não poucas vezes falaremos sobre a classificação do nosso time, mas raríssimas vezes discutiremos sobre a nossa fé ou falaremos do impacto de Cristo em nossas vidas. Isso faz com que as nossas relações com Deus sejam efêmeras e passivas, diferente das nossas relações com outras coisas. Deus odeia o futebol,
porque Ele odeia ser colocado em segundo plano.
    
     Enquanto para nós, os jogos são vibrantes, nossos cultos são inertes, nossa adoração é passiva e não mais existe um desejo ardente de se estar na presença do Eterno; enquanto, em frente à TV ou numa partida, ficamos roucos de tanto gritar, na presença Dele mal abrimos a boca para louvar Àquele que chamamos de SENHOR; simplesmente usamos de um formalismo descarado.
Que nada seja mais prazeroso, alegre e satisfatório para nós, do que celebrarmos os grandes feitos do Senhor, e que o nosso maior interesse esteja nEle, pois o maior interesse dEle, sempre este em nós!(Jo. 3.16)

“Por muito tempo me calei, estive em silêncio e me contive, mas agora darei gritos como a que está de parto.” (Is. 42. 14).

Celebre a maior goleada da história: a vitória da cruz!

Paz à você,
Cleison Brugger.

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