“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.33).... “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33)
Na Parte II destas considerações, em resposta a possíveis questionamentos quanto a votar em candidatos cristãos ou não-cristãos no próximo dia 03 de outubro de 2010 abordei o texto de Deuteronômio 17.15, que fala acerca de irmãos compatriotas (judeus) e irmãos de fé (praticantes do Judaísmo), sendo Israel constitucionalmente um Estado Confessional.
Diante do que expus na mensagem anterior creio que, no aspecto da relação Estado/Igreja, ficam compreensíveis os textos de 1 Timóteo 2.1,2; Romanos 13.1; 1 Pedro 2.13,14; etc., que manda “que se façam deprecações, orações, intercessões... por todos os homens...por todos os que estão em eminência”; orienta que “toda alma esteja sujeita às autoridades superiores”; e determina: “sujeita-vos a toda ordenação humana”; não explicitando que tais autoridades sejam, necessariamente cristãs.
Nota-se ainda que, nos textos acima citados (existem muitos outros mas o espaço não me permite citar todos eles), as cartas foram em primeiro plano direcionadas a um jovem líder cristão (Timóteo), aos cristãos de origem gentílica da capital do Império (Roma), e aos cristãos judeus expulsos de Jerusalém e espalhados na Ásia Menor (1 Pedro). Portanto, torna-se compreensível que esses textos sagrados tinham o foco na evangelização mundial, e não
se direcionavam exclusivamente aos cidadãos do Estado Confessional de Israel, mas sim a todos os homens, ainda que sejam cidadãos de Estados Laicos ou Ateus.
se direcionavam exclusivamente aos cidadãos do Estado Confessional de Israel, mas sim a todos os homens, ainda que sejam cidadãos de Estados Laicos ou Ateus.
É importante considerarmos, ainda, que o modelo de governo em Israel era teocrático (governo de Deus) com uma representação humana colocada pelo próprio Deus, como por exemplo: Moisés, Josué, Samuel, etc. Ao pedir um “rei, assim como têm todas as nações” (Deuteronômio 17.14) Israel queria transformar a teocracia em uma monarquia, que mais tarde degenerou-se em anarquia, posto que estava abrindo mão do governo divino, o que redundou em apostasia e cativeiro.
A Igreja, ainda que se organize em Assembléias, Sínodos, Convenções, etc. deve ter o regime de governo teocrático com representações humanas postas por Deus como afirma, por exemplo, Efésios 4.11-13: “Ele mesmo[Jesus] deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”
Portanto, constitucionalmente falando, a Igreja é uma nação teocrática e confessional cristã entre nações democráticas ou não, e confessionais não-cristãs, atéias e laicas. Somos, em síntese, uma nação inserida entre as nações com as quais temos profundos conflitos de legislações e de ideologias.
Como “embaixadores da parte de Cristo” (2 Coríntios 5.20) queremos que as nações se reconciliem com Deus. Somos cidadãos de um Reino que “não vem com aparência exterior” (Lucas 17.20) e que “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14.17). Portanto, como votar em alguém que se diz cristão e escandaliza o Evangelho de Cristo como, por exemplo, o “irmão” parlamentar que apropriou-se de dinheiro público e fez a tristemente conhecida “oração da propina” que tornou-se pública no início deste ano de 2010?
Como “embaixadores da parte de Cristo” (2 Coríntios 5.20) queremos que as nações se reconciliem com Deus. Somos cidadãos de um Reino que “não vem com aparência exterior” (Lucas 17.20) e que “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14.17). Portanto, como votar em alguém que se diz cristão e escandaliza o Evangelho de Cristo como, por exemplo, o “irmão” parlamentar que apropriou-se de dinheiro público e fez a tristemente conhecida “oração da propina” que tornou-se pública no início deste ano de 2010?
Certa vez votei num “irmão” que foi eleito deputado federal. Descobriu-se, mais tarde, que ele foi o maior gazeteiro (o que mais faltou às Assembléias para discussão dos assuntos de interesse do povo) daquela legislatura. Na eleição seguinte aquele “irmão” não foi reeleito. Seu interesse era o de locupletar-se no cargo.
Creio sim, que devemos votar em irmãos que tenham sólida convicção de fé cristã e que, por conta disto, até se exponham pelo Reino de Deus, como o fizeram José, Daniel, Misael, Hananias, Azarias, e tantos outros do passado, e que não se submetam às “exigências” do reino humano e do reino satânico que o permeia. Por isto sou firmemente a favor de que tenhamos representantes cristãos nas casas legislativas e, se possível, nos poderes executivos nos três níveis (municipal, estadual e federal). Ressalvo que, pessoalmente, sou contrário à idéia de que um Ministro do Evangelho, com responsabilidade no pastoreio do rebanho do Senhor, deixe o
púlpito para militar na política partidária. Penso que melhor faria tal Ministro em apoiar os leigos e legítimos servos do Senhor em tal empreitada; afinal de contas não há tarefa mais nobre do que a de cuidar das ovelhas de Cristo e “se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1 Timóteo 3.1). Talvez algum ministro se oporia a esse meu pensamento pessoal afirmando que os servos de Deus do passado, que citei acima, também eram obreiros. Eu responderia: Sim, eram obreiros; mas nenhum deles eram sacerdotes. Como obreiros todos foram profetas, reis e foram estadistas. Nenhum deles abandonou o sacerdócio.
púlpito para militar na política partidária. Penso que melhor faria tal Ministro em apoiar os leigos e legítimos servos do Senhor em tal empreitada; afinal de contas não há tarefa mais nobre do que a de cuidar das ovelhas de Cristo e “se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1 Timóteo 3.1). Talvez algum ministro se oporia a esse meu pensamento pessoal afirmando que os servos de Deus do passado, que citei acima, também eram obreiros. Eu responderia: Sim, eram obreiros; mas nenhum deles eram sacerdotes. Como obreiros todos foram profetas, reis e foram estadistas. Nenhum deles abandonou o sacerdócio.
Diante dos desafios que se nos impõe o momento político nacional precisamos, urgentemente, de homens e mulheres de Deus, em posições-chaves na política nacional, para legalmente se opor a um estado de coisas que quer se implantar em nossa nação. Por exemplo, em 21 de dezembro de 2009, através do Decreto nº 7037, o Poder Executivo Federal instituiu o Programa Nacional de Direitos Humanos-3. Com o pretexto de fortalecer a democracia, “não apenas democracia política e institucional... mas democracia também no que diz respeito à qualidade econômica e social” (citação do Presidente Lula na apresentação do Decreto), o documento institui práticas que colidem frontalmente com a postura ética, a moralidade e os bons princípios que norteiam a vida familiar, base de qualquer sociedade organizada; como por exemplo: aprovação do casamento entre homossexuais, legalização do aborto, regulamentação da prostituição, etc. Além disto, o tal Decreto abre caminhos para instalação de um Estado ditatorial onde a liberdade de pensamento pode ser punida. Isto traz sérios danos à democracia de um Estado Laico.
O amigo leitor que ainda não é cidadão do Reino de Deus deve entregar sua vida aos cuidados do Senhor Jesus Cristo HOJE e terás a vida eterna num Reino de paz.
Deus te abençoe!
Pr. Celso de Castro Costa
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